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Desde as mais remotas eras, o homem olhava para o céu e se perguntava o que havia acima da linha do horizonte, o céu, o firmamento, o Sol e a Lua, os planetas, as estrelas.
Diversos povos da antigüidade tentaram resolver estes mistérios, de uma forma ainda muito mística, buscando no sobrenatural as explicações que não podiam alcançar com a pouca ciência de que dispunham. Mesmo assim, alguns tentaram adquirir novos conhecimentos de forma científica e sistematizá-los.
Ao longo do mundo, começaram a ser construídos observatórios primitivos, como o de Stonehenge (imagem abaixo), localizado na atual Inglaterra, e que data provavelmente de 5.500 anos antes de Cristo.
O primeiro povo a tentar encontrar explicações científicas para questões relacionadas à astronomia foram os antigos gregos. Infelizmente, porém, a filosofia grega jogou a civilização humana em algumas posições absurdas, como o Geocentrismo (a Terra seria o centro do universo) e os cinco elementos (os clássicos terra, fogo, água e ar, e um misterioso quinto elemento, do qual seriam compostas as estrelas). Entre os filósofos gregos destacaram-se, no campo da astronomia, Aristóteles, Aristarco, Eratóstenes de Cirenia, Hiparco e Ptolomeu. Estávamos então no início da Era Cristã.
Por quase 1500 anos perdurou a visão geocêntrica, e isto acabou virando dogma da Igreja Católica. O primeiro a contestar esta teoria absurda foi o polonês Nicolau Copérnico, que imaginava que o centro do universo seria o Sol, e não a Terra. Seu trabalho "De revolutionibus orbium coelestium" somente foi publicado em 1543, ano da sua morte, provavelmente por medo da Inquisição.
O genial monge italiano Giordano Bruno, um dos mais brilhantes gênios que a humanidade conheceu, enfrentou a ignorância imposta pela Inquisição, que acabou assassinando-o no ano de 1600. Outros nomes surgem a partir do início do Renascimento, como Galileo Galilei, Johannes Kepler, Tycho Brahe, Isaac Newton, Edmond Halley e alguns outros. Estava sepultado o Geocentrismo, o Heliocentrismo e, principalmente, o infame poder da Igreja sobre os conceitos científicos. Agora ciência era ciência, não tinha mais nada a ver com a teologia.
A mente de Júlio Verne, escritor francês do século XIX, inflamou a mente de todos os que sonharam em dominar os céus, as terras e os oceanos; entre eles, certamente estavam os grandes pioneiros da corrida espacial, o russo Konstantin Tsiolkovsky, o norte-americano Robert Goddard, o romeno Hermann Oberth, o russo Sergei Korolev e o alemão Wernher von Braun.
Cientistas de grande porte, a partir do início do século XX, iniciaram um grande esforço para que todo o universo pudesse ser explicado, pelo menos de uma forma mais consistente. Devem ser citados o gênio alemão Albert Einstein, o norte-americano Edwin Hubble, o russo George Gamow e o gênio inglês Stephen Hawking. Também podem ser citados os livros científicos e contos de ficção de autores como Arthur Clarke, Isaac Asimov e Carl Sagan.
Por fim, toda a conquista do espaço não seria possível sem aquelas pessoas que se arriscaram (e arriscam até hoje) em naves espaciais apertadas e desconfortáveis, por vezes extremamente inseguras - os astronautas.
História da Conquista Espacial © Karl H. Benz