A Sonda Espacial Galileo

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O nome da sonda Galileo é uma homenagem ao cientista italiano Galileo Galilei, estudioso de Júpiter e descobridor das 4 maiores luas daquele planeta:

A Galileo foi uma sonda espacial destinada a explorar Júpiter, lançada em 18 de outubro de 1989, a partir da nave espacial recuperável Atlantis, na missão STS-34. Foi projetada para estudar a atmosfera do planeta, bem como seus satélites e a magnetosfera adjacente. Sua vida útil era de 2 anos após a chegada a Júpiter, em dezembro de 1995. A sonda Galileo [ diagrama ] era composta pela nave, um módulo orbital (peso de 2.223 quilos e comprimento de 9 metros, com uma carga de 10 instrumentos científicos) e uma sonda atmosférica jupiteriana.  

A Galileo utilizou a atração gravitacional de Vênus e da Terra para ganhar velocidade na sua viagem. Desta forma, a sonda sobrevoou a Terra, após "passear" até Vênus, no dia 8 de dezembro de 1992. Nesta oportunidade foram feitas diversas observações, visando principalmente testar os instrumentos científicos de bordo.

Em abril de 1991 ocorreu uma pane na antena de alto ganho, obrigando os operadores a redirecionarem as transmissões para uma antena de baixo ganho, com uma velocidade bem menor.

Em duas oportunidades, a sonda Galileo aproximou-se do Cinturão de Asteróides: em outubro de 1991, quando sobrevoou o asteróide 951 Gaspra, e obteve a primeira foto próxima de um asteróide; em agosto de 1983 aproximou-se do asteróide 243 Ida, fotografando-o e revelando que o mesmo possui uma lua (243(1) - Dactyl, um mini-asteróide).

 
Gaspra   Ida e Dactyl


Em fins de julho de 1994, a Galileo estava a postos para fotografar um evento inesperado e de grande repercussão: a queda do cometa Shoemaker-Levy em Júpiter. Dividido em mais de 20 pedaços, o cometa levou 6 dias para cair na atmosfera do maior planeta do Sistema Solar.  

 

A Sonda Atmosférica

A sonda atmosférica precisava resistir às condições adversas da longa travessia da atmosfera de Júpiter, tais como os cinturões de radioatividade, muito mais intensos do que os nossos cinturões de Van Allen; o terrível aquecimento causado pela grande velocidade da nave, e as altas temperaturas e pressões do interior da atmosfera do planeta.

Em 13 de julho de 1995 a Galileo liberou sua sonda atmosférica rumo a Júpiter. A sonda, que alcançou a atmosfera do planeta em 7 de dezembro de 1995, tinha 1,25 metros de diâmetro e 86 cm de altura. Seu peso era de 335 quilos e carregava 6 instrumentos científicos.

Era composta por 2 segmentos principais: o módulo de desaceleração (dois escudos térmicos e estruturas de suporte, bem como dispositivos de controle térmico para a descida na atmosfera joviana) e o módulo de descida (instrumentos científicos e um pára-quedas).

Durante a descida, os dados foram sendo coletados pelos instrumentos científicos. e transmitidos ao módulo principal da Galileo, em órbita, que posteriormente os retransmitiu à Terra.

 

A Continuação da Missão

Após a descida bem sucedida da sonda, a Galileo se dedicou a explorar o espaço próximo a Júpiter, especialmente os anéis e os satélites descobertos por Galileo Galilei - Io, Europa, Callisto e Ganymede, trazendo uma quantidade surpreendente de informações novas e inesperadas.

           
  Io     Europa  
  Io     Europa  
           
  Callisto     Ganymede  
  Callisto     Ganymede  
 
 
 
 
Anéis

 

Aspectos Mais Importantes da Missão Galileo

A missão Galileo trouxe algumas contribuições importantes:

Anéis e Temporais de Júpiter

A Galileo descobriu que os anéis de Júpiter são feitos de pequenas partículas de poeira sopradas da superfície dos quatro satélites interiores de Júpiter (Metis - 40 km de diâmetro, Adrastea - 20 km de diâmetro, Amalthea - 189 km de diâmetro e Thebe - 100 km de diâmetro) pelo impacto de meteoritos. Também foram descobertas terríveis tempestades com trovões em Júpiter, muito mais fortes que as da Terra, como resultado da circulação vertical de água nas camadas superiores da atmosfera.

Vulcões Ativos em Io

Io é considerado como o corpo mais ativo do Sistema Solar. A descoberta da existência de vulcões em Io foi feita pela sonda Voyager 1, em 1979. Alguns vulcões de Io possuem temperaturas mais altas do que os da Terra, e há fluxos de lava sobre a superfície sólida. Os cientistas concluíram que as lavas são compostas por silicatos ricos em magnésio.

Possibilidade da Existência de um Oceano em Europa

Europa parece ter tido um oceano salgado abaixo da sua superfície congelada e fraturada. As imagens da Galileo mostram ainda a ascensão de bolhas de material mais quente e presença de evaporitos de sais. A falta de uma maior quantidade de crateras parece indicar que a superfície do satélite é relativamente jovem. Europa tem uma fina atmosfera de oxigênio e uma ionosfera.

Possibilidade da Existência de um Oceano em Callisto

Há evidências que indicam a possibilidade de haver um oceano bastante abaixo da superfície cheia de crateras de Callisto, que é o corpo mais castigado por crateras de todo o Sistema Solar, e o que possui a superfície sólida mais antiga.

Existência de um Campo Magnético em Ganymede

Ganymede, a maior lua do Sistema Solar, possui um campo magnético próprio, possivelmente causado pela fricção interna de um núcleo presumidamente composto por ferro fundido.


História da Conquista Espacial © Karl H. Benz